Sábado, Novembro 25, 2006

O Projeto Casca-Verde e implantado em comunidades no interior do Estado do Piauí

Levar arte e cultura a população carente no interior do Estado é um dos objetivos do projeto “Casca-Verde” da Associação de Teatro Circo Negro. A instituição teatral que existe a 14 anos e é voltado para a valorização do teatro de rua, tendo como filosofia levar arte à população que não tem acesso aos espetáculos teatrais, assim como mostrar um teatro que possibilite através de ações discutir a cultura, a história, transformar homens e valorizar a arte piauiense. A companhia também realiza trabalhos de pesquisas sobre a cultura piauiense. O Circo Negro já montou peças como “Palha de Arroz”, de Fontes Ibiapina, a “Hora da Estrela” de Clarice Lispector, o “Rico Avarento”, do Ariano Suassuna, “Grandes Sertões Veredas”, de Graciliano Ramos e diversas obras da literatura piauiense e universal.O desenvolvimento de suas atividades, se divide em trabalhar com produção cultural, educação e pesquisa.
A Associação está se aventurando nos mais longínquos municípios valorizando a arte popular e as riquezas culturais do Piauí.O projeto foi implantado desde 2004 na escola Areolino Leôncio da Silva, na zona rural de Teresina onde acontece várias oficinas permanentes com a comunidade. Entre elas podemos destacar: oficina de percussão, corte e costura, produção de bijuterias com sementes, teclado, artes manuais, agentes comunitários e vídeo.
O trabalho também resultou em um filme que foi lançado no inicio de 2006 e conta com direção de Chiquinho Perreira e Luciano Melo, idealizadores e coordenadores do projeto.O filme foi feito com atores da própria comunidade, preparados a partir de oficinas de teatro.e busca , através da arte, fixar elementos da cultura na zona rural de Teresina.
Desde julho deste ano, o projeto Casca-Verde vem se ampliando e transformando num grande movimento de libertação cultural, formando novos multiplicadores. e conta com o apoio do Programa de Combate a Pobreza Rural (PCPR) O projeto já esteve em Pedro II , Esperantina, Oeiras e Água Branca. Geralmente o público beneficiado são jovens que moram em assentamento e que não tem muitas oportunidades no campo.Em Pedro II Tivemos a participação de jovens de vários assentamentos e cidades vizinhas .
Segundo a irmã Celina Paraíso coordenadora da fundação Santa Ângela, em Pedro II,o projeto Casca -Verde vêm contribuir para valorizar a nossa cultura. “Nós sentimos a mudança nesses jovens,tanto na questão de consciência cidadã como politicamente. Precisamos ter educadores e artistas que se proponham a fazer o que vocês fazem.Precisamos levar esses jovens a ter uma abertura para o mundo através do envolvimento com a arte. Quando o Circo Negro se propõe a fazer um trabalho como esse o resultado é um sucesso.e notamos de imediato”, destacou irmã Celina.
Para Rakel de Maria Soares Oliveira, aluna de geografia e técnico agrícola, estuda na Fundação Santa Ângela e fez parte da oficina de Teatro e Agente Cultural. “O Projeto é muito importante, percebi que com a arte podemos promover o desenvolvimento social levar conhecimento a outras pessoas”, afirmou a estudante. “O teatro tem um poder cultural muito grande de transformação. Na oficina de Agente Cultural aprendi a ter uma nova visão do que sou, da minha identidade enquanto nordestina,faço parte de um povo criativo, cheio de garra e devo ter orgulho de ser nordestino e valorizar minha cultura. Esse projeto e o teatro me despertou para isso”, ressaltou Rakel.
A cultura Casca-Verde se propõe a fazer um movimento cultural através da arte onde se agrega possibilidades de discutir história, política, arte, educação de homens e mulheres e incentivando a pesquisa sobre a nossa cultura.
Joniel Gomes Ibiapina estuda o 1º ano técnico agricola na Fundação Santa Ângela. Ele fez parte da oficina de percussão. “Deu pra aprender muito em relação a musica, já consigo perceber o numero de pancadas de um instrumento e ritmos. Agora já sei identificar os sons, nosso objetivo agora é mostrar através da mídia o que somos capazes de fazer , mostrar as pessoas nossa identidade cultural utilizando a musica.”, disse Joniel.
A cultura Casca-Verde se propõe a formar novos pensamentos e atitudes é um processo de luta onde se propõe através do conhecimento de nossa cultura e pela afirmação da nossa identidade transformar o Piauí através da arte.
Francilene Sousa Santos,dona de casa disse que foi a primeira oficina que fez e , gostou por que aprendeu a confeccionar vários tipos de bijuterias com sementes. “Isso vai me ajudar na renda familiar”, afirmou a dona de casa.
Casca-Verde é um projeto que se propõe a dialogar com os piauenses e que de forma conjunta possamos encontrar alternativas para os nossas dificuldades.
“Lairivan Barros Soares e estudante técnico agrícola na Fundação Santa Ângela” No inicio não tinha conhecimento nenhum em relação a vídeo, mais aprendi a lidar coma a câmera, conheci um pouco sobre o processo de adição e vai me ajudar a produzir vídeo e documentários na fundação”, afirmou o estudante.
“O mais importante desse projeto é que estamos na zona rural e agora levando o projeto Casca-Verde a outras cidades piauiense tendo contatos com a cultura do interior e que às vezes não conhecemos, e principalmente dialogando com a sociedade Global,pretendemos sempre está em contato com esses núcleos do Projeto, discutindo e procurando soluções para nossas dificuldades, e nos conscientizando da nossa importância enquanto Piauense”. finalizou Carla Senna, Presidente da Associação de Teatro Circo Negro.

Por Carla Senna
Contato skarlatsenna@hotmail.com

1 Comments:

At 2:33 PM, Blogger L.H. said...

Queria manter contato com o grupo e estou enviando um email pra Carla Senna.
Aguardo contato.

 

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